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Sistema Tegumentar

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Estrutura do tegumento (pele)

O tegumento humano, mais conhecido como pele, recobre a superfície externa do corpo, sendo o maior órgão do corpo em área de superfície e peso. É formado por duas camadas distintas, firmemente unidas entre si: a epiderme e a derme.

A parte superficial, mais fina, que é composta de tecido epitelial, é a epiderme, avascular e de origem ectodérmica. Por ser avascular, se você arranhar a epiderme não há sangramento. A parte do tecido conjuntivo, mais espessa e profunda, é a derme, vascularizada (portanto, um corte na derme provoca sangramento) e de origem mesodérmica.

Abaixo da derme, e não fazendo parte da pele, encontra-se a tela (ou camada) subcutânea, também denominada hipoderme.


Epiderme

A epiderme é um epitélio multiestratificado, formado por várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio pavimentoso) justapostas. A camada de células mais interna, denominada estrato basal ou germinativo, é constituída por células que se multiplicam continuamente; dessa maneira, as novas células geradas empurram as mais velhas para cima, em direção à superfície do corpo. À medida que envelhecem, as células epidérmicas tornam-se achatadas, e passam a fabricar e a acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado camada (ou estrato) queratinizada ou córnea.

Nas camadas inferiores da epiderme estão os melanócitos, células que produzem melanina, pigmento que determina a coloração da pele.


TORTORA e NIELSEN, 2013.


As glândulas anexas – sudoríparas e sebáceas – encontram-se mergulhadas na derme, embora tenham origem epidérmica. O suor (composto de água, sais e um pouco de ureia) é drenado pelo ducto das glândulas sudoríparas, enquanto a secreção sebácea (secreção gordurosa que lubrifica a epiderme e os pelos) sai pelos poros de onde emergem os pelos.

A transpiração ou sudorese tem por função refrescar o corpo quando há elevação da temperatura ambiental ou quando a temperatura interna do corpo sobe, devido, por exemplo, ao aumento da atividade física.

Derme

A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras proteicas, vasos sanguíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados.

A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pelo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sanguíneos e nervos.

A derme é essencial para a sobrevivência da epiderme, e essas camadas adjacentes mantêm muitas relações funcionais e estruturais importantes. Com base na sua estrutura tecidual, a derme é dividida por um limite indistinto em uma região papilar superficial fina e uma região reticular mais profunda espessa.

A região papilar consiste em fibras elásticas e colágenas finas e sua área de superfície é extremamente aumentada por pequenas estruturas digitiformes que se projetam na superfície inferior da epiderme, chamadas papilas dérmicas, as quais aumentam em muito o contato de superfície entre a região papilar e a epiderme.

As papilas dérmicas variam muito de tamanho e número em diferentes partes da derme; são mais altas e numerosas em regiões sensíveis da pele submetidas a mais estresse mecânico. Na pele fina que recobre a maior parte do corpo as papilas dérmicas são relativamente poucas, pequenas e irregularmente dispersas. Ao contrário, na pele espessa das palmas e plantas, as papilas são relativamente numerosas, altas, e dispostas em fileiras padronizadas.

A região reticular da derme, fixada à tela subcutânea (hipoderme), consiste em feixes de fibras colágenas espessas, fibroblastos dispersos, diversas células migratórias (como os macrófagos) e algumas fibras elásticas espessas. Além disso, existem alguns adipócitos na parte mais profunda da camada. As fibras colágenas na região reticular estão dispostas em forma de malha e em uma formação mais regular do que na região papilar. A orientação mais regular das grandes fibras colágenas alinha-se com as forças de tração locais, para ajudar a pele a resistir ao estiramento. Vasos sanguíneos, nervos, folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríferas ocupam os espaços entre as fibras.


Tela subcutânea

Sob a pele, há uma camada de tecido conjuntivo frouxo, a tela subcutânea, rico em fibras e em células que armazenam gordura (células adiposas ou adipócitos). A tela subcutânea, também denominada hipoderme, atua como reserva energética, proteção contra choques mecânicos e isolante térmico.


Unhas e pelos

Unhas e pelos são constituídos por células epidérmicas queratinizadas, mortas e compactadas. Na base da unha ou do pelo há células que se multiplicam constantemente, empurrando as células mais velhas para cima. Estas, ao acumular queratina, morrem e se compactam, originando a unha ou o pelo. Cada pelo está ligado a um pequeno músculo eretor, que permite sua movimentação, e a uma ou mais glândulas sebáceas, que se encarregam de sua lubrificação.

Tipos de pele

Embora a pele em todo o corpo seja semelhante em estrutura, existem algumas variações locais relacionadas com a espessura, a resistência, a flexibilidade, o grau de queratinização, a distribuição e o tipo de pelo, a densidade e os tipos de glândulas, a pigmentação, a vascularização e a inervação da epiderme. Com base em determinadas propriedades estruturais e funcionais, reconhecemos dois tipos principais de pele: fina (peluda) e grossa (glabra). O maior contribuinte para a espessura epidérmica é o aumento no número de camadas no estrato córneo. Essa contribuição origina-se em resposta a um estresse mecânico mais intenso nas regiões de pele grossa.


O tegumento como receptor sensorial

A pele é também o receptor sensorial mais extenso do organismo. Além das numerosas terminações nervosas livres localizadas na epiderme, folículos pilosos e glândulas, existem receptores encapsulados e não encapsulados na derme e na hipoderme, sendo mais frequentes nas papilas dérmicas. A sensibilidade somática de tato, pressão, vibração, calor, frio e dor se origina dos receptores sensitivos na pele, tela subcutânea e túnicas mucosas.

A sensibilidade cutânea origina-se da estimulação de receptores sensitivos da pele ou na tela subcutânea. Toda a superfície cutânea está provida de terminações nervosas capazes de captar estímulos térmicos, mecânicos ou dolorosos. Essas terminações nervosas ou receptores cutâneos são especializados na recepção de estímulos específicos. Não obstante, alguns podem captar estímulos de natureza distinta.

RECEPTORES DE SUPERFÍCIE SENSAÇÃO PERCEBIDA
Discos de Merkel Tato, pressão
Bulbos terminais (ou corpúsculos) de Krause Frio
Corpúsculos de Meissner Tato, pressão, vibração
Corpúsculos de Pacini Pressão, vibração
Corpúsculos de Ruffini Tato
Terminações nervosas livres Cócegas, prurido (coceira), calor, frio e dor
Plexos das raízes pilosas Tato


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